RAIO X

Nome: Catarina Araújo

Data e Local de Nascimento: 5 de Setembro – Bragança
Citação: “O que se aprende na juventude dura a vida inteira.” – Francisco de Quevedo
Música: Viva la vida – Coldplay
Viagem de sonho: Japão – no início da primavera.
Como ocupa os tempos livres: Leitura e Cinema
Três qualidades que aprecia num jovem: Iniciativa, Vontade de vencer e Responsabilidade

 

 

 

1. Quais as expectativas / objectivos que tem para o Pelouro da Juventude agora que inicia funções como Vereadora?

Não posso deixar de referir que foi com enorme gosto que tomei posse como Vereadora na Câmara Municipal do Porto, assumindo, entre outras, competências na área da Juventude.

As minhas primeiras iniciativas públicas foram na área da Juventude, um sinal claro do dinamismo, da vitalidade das novas gerações, da juventude da cidade do Porto, que de imediato pude constatar.
Decidi que a fase inicial do meu mandato iria ser dedicada essencialmente a reunir com os diferentes interlocutores e players da área, com o propósito de os ouvir e envolver na identificação e construção de soluções para os mais diversos desafios com que se deparam hoje os jovens. E, neste âmbito, o Conselho Municipal da Juventude do Porto é uma importante e privilegiada ferramenta de auscultação dos jovens. Todas as políticas públicas, todas as questões económicas e sociais dizem hoje respeito à Juventude! São cada vez mais e mais diversas as questões que afetam e preocupam os nossos Jovens. E por isso é tão importante a promoção do debate e da discussão sobre questões que preocupam e dizem respeito aos Jovens que no presente se preocupam e preparam responsavelmente seu futuro.

2. Quais os principais desafios dos/das jovens no Porto e que medidas a CM Porto tem disponíveis para ultrapassar esses desafios?

Como disse, envolver amplamente os jovens e as organizações de juventude na discussão sobre temas prioritários da Juventude, é a via que considero ser a certa para obter resultados úteis que sirvam a política de Juventude, ou seja, aos Jovens.
O Plano Municipal da Juventude do Porto que temos, contou com a participação ativa dos representantes do movimento associativo juvenil, académico e partidário, dos membros do Conselho Municipal de Juventude do Porto, bem como de todos os jovens que a nível individual e “anónimo” manifestaram vontade de participar nas decisões respeitantes aos jovens da Cidade e elegeu como eixos prioritários a diversidade territorial e a territorialidade das políticas, a participação cívica, a empregabilidade e transição para a vida adulta, a qualidade de vida, saúde e bem-estar e os fenómenos de exclusão social, nos quais nos revemos e que têm sido reafirmados no contacto que temos tido.
Temos o diagnóstico dos comportamentos, das preocupações e das perceções dos jovens que residem ou usufruem da cidade do Porto. O trabalho colaborativo, bastante participado, já feito e que estamos a aprofundar, permitiu e permitirá atuar sobre os problemas sabendo o que querem e o que pensam os jovens que vivem, estudam ou trabalham na nossa Cidade.
Desta forma, as ações e medidas para os próximos anos serão o resultado do envolvimento dos jovens e demais agentes que intervêm na oferta para a Juventude.

3. Cada vez mais se aposta no empreendedorismo como ferramenta de empoderamento e integração e, concretamente na cidade do Porto, temos assistido a diversas iniciativas do género. É algo em que a CM Porto pretende continuar a apostar no futuro?
Sim. Como referi, a empregabilidade, o emprego e a transição para a vida adulta são um dos eixos estratégicos do Plano Municipal de Juventude. E reconhecemos a importância de iniciativas de promoção da cultura empreendedora para jovens do Porto. Exemplo é o programa Empreendejovem, realizado em parceria com a Fundação da Juventude, que pretende promover a integração dos jovens na vida adulta e profissional, com caráter social ou cultural, através de ações específicas no âmbito da temática do empreendedorismo de modo a proporcionar o desenvolvimento de competências empreendedoras fomentando o espirito de iniciativa, a inovação e a criação de emprego. O objetivo maior será o de afirmar o Porto como Cidade Jovem Empreendedora e captadora de talento jovem, o que também é feito em conjugação com outros Pelouros, como o da Economia e da Inovação.

 
4. Como motivar os jovens NEET, e que estratégias utilizar, que promovam a sua efetiva integração no mercado de trabalho ou reintegração no sistema educativo?
É importante apurar os fatores de risco que estão associados à problemática dos jovens NEET, de forma a podermos atuar segundo uma lógica preventiva. Mas também agimos de uma forma pró-ativa, destacando, como exemplo, no domínio da promoção do emprego, o projeto-piloto que está previsto no nosso programa que tem como objetivo desenvolver ações inovadoras de apoio a esta população jovem, que promovam uma aproximação entre estes jovens e as empresas. Referir, ainda, que a estratégia para o sucesso das ações junto desta população, reside em ajustar a intervenção às suas necessidades específicas.

5. Como caracteriza o movimento associativo juvenil no Porto?
O movimento associativo juvenil do Porto é um movimento dinâmico que integra dirigentes preocupados, interessados e criativos, sendo de salientar, como uma das evidências disto mesmo, a presença assídua e interventiva das associações de jovens, no Conselho Municipal da Juventude do Porto bem como, as propostas que apresentam no âmbito da dinamização deste órgão.
De referir também, a sua dimensão no concelho do Porto, já ultrapassando a centena só no Registo Nacional das Associações de Jovens (RNAJ) segundo dados do IPDJ de março de 2018. Sabemos, ainda, da existência de um conjunto de associações de jovens de caracter informal com importância já reconhecida enquanto meios de excelência de exercício de cidadania a par com as associações de jovens de caracter formal.
Tendo em conta o trabalho que realizamos, de promoção do associativismo juvenil, um trabalho de proximidade, agilizando processos e disponibilizando recursos para a dinamização de algumas das suas atividades, temos a perceção de que a ação das associações de jovens do Porto é multifacetada, abrangendo projetos com âmbito diverso, integrando atividades que visam promover a solidariedade social, a convivialidade e sociabilidade, a cultura, a educação, a ciência, o voluntariado, a empregabilidade e o empreendedorismo, a prática desportiva, por exemplo.

 
6.Que papel reconhece à FAJDP e à Casa das Associações na dinâmica associativa e jovem da cidade?
A FAJDP, enquanto estrutura representativa do movimento associativo local, integra um conjunto significativo de associações filiadas dos concelhos do distrito do Porto e tem, também por isso, um papel importantíssimo na dinâmica associativa e jovem da cidade.
A Casa das Associações é um exemplo disto mesmo, surgiu da necessidade identificada de prover a cidade do Porto e a Região com um espaço de promoção do associativismo juvenil que funciona como ninho de associações com serviços essenciais para o desenvolvimento de projetos e partilha de experiências. Este espaço é de inegável importância para o associativismo juvenil favorecendo o encontro, a partilha, o intercâmbio associativo juvenil e as práticas de educação não formal.
Quero aproveitar para enaltecer a parceria que temos mantido com a FAJDP em projetos implementados pelo Município, em especial, a profícua ligação com o Gabinete da Juventude, dos quais um dos exemplos é o programa Capacita-TE é, parceria à qual em boa hora também se juntou a Federação Académica do Porto. Este programa pretende contribuir e estimular a componente cívica, a partilha de boas práticas, o networking, com o objetivo último de fornecer as competências técnicas, as ferramentas, que contribuam para um bom desempenho associativo, mas que também seguramente ajudarão na transição para o mercado de trabalho.

7.Qual o seu compromisso, enquanto Vereadora, para com os dirigentes associativos? Que mensagem gostaria de lhes deixar?
A Juventude é peça fundamental na construção de respostas conjuntas em questões importantes da sociedade civil. Consultar e auscultar, promover um debate conjunto, entre jovens e decisores, uma debate sobre prioridades, sobre implementação e sobre o acompanhamento das políticas de Juventude é, parece-me, o caminho certo e que decidi trilhar. “Participação” é para mim a palavra-chave, e que desejo que seja a marca do meu mandato.
Reconheço à Juventude, aos Jovens, uma energia ímpar, uma capacidade de questionar, de antecipar temas, de enfrentar desafios, de marcar a agenda da sociedade civil que não pode ser cerceada e deve, sempre, sempre, ser estimulada, numa realidade que muda a uma velocidade absolutamente vertiginosa, e na qual não podemos nunca deixar de olhar para o futuro!