PARTICIPAÇÃO JUVENIL E ASSOCIATIVISMO

Por vezes é comum considerar-se que o desejo de aumentar a participação cívica dos/as jovens é por si só um eixo fundamental que garante a obtenção de uma receita unânime quanto à forma de criar respostas que aumentem a intervenção cívica dos/as jovens enquanto cidadãos/ãs.

Facto é que a existência de vários constrangimentos sociais, demográficos e económicos na instrumentalização de soluções que possam alavancar o despertar crítico do público juvenil, constituem hoje um enorme entrave na persecução do objetivo global que é incutir mais valores de cidadania. Torna-se então importante referir a importância das associações juvenis enquanto meios de operacionalização que continuam a fomentar o diálogo estruturado entre o poder público/político e os/as jovens. Disponibilizando-se para ser um veículo pioneiro e descomplicado da interação cívica com a juventude.

É através do Voluntariado, trabalho em rede e da educação não-formal que estas instituições, compostas por jovens, desenvolvem projetos heterogéneos, que se adequam às necessidades sociais da comunidade onde estes/as jovens estão inseridos/as, construindo assim escolas de cidadania de referência, onde o seu modelo democrático estabelece um excelente exemplo de inclusão dos/as jovens nos processos de decisão partilhada.

Com a constatação desta realidade, surge a emergência da operacionalização de respostas por parte do poder público que promovam a efetiva participação dos/as jovens nos processos de decisão, a criação de meios que fomentem uma cultura de igualdade e tolerância, a sensibilização para modelos de crescimento consistente mas sustentável, o reconhecimento pela sociedade civil da educação não-formal como meio de construção e capacitação do indivíduo e a sistematização e divulgação da informação relativa aos recursos/meios ao dispor dos/as jovens.

Para além de constituírem importantes meios de formação para a cidadania, o desenvolvimento de um conjunto de medidas direcionadas para os/as jovens fomentam a afirmação destes/as enquanto cidadãos/ãs na sua região e País. Investir numa verdadeira estratégia de políticas de juventude, é investir neles/as (jovens), é investir no País. Mas é, sobretudo, investir na possibilidade de influenciar o futuro dos/as jovens, da sociedade, na hipótese da criação de um país e Europa mais prósperos, coesos e sustentáveis.

A direcção da FAJDP