Ao longo dos anos, todos testemunhámos a evolução do movimento associativo no que respeita à melhoria das práticas, metodologias de educação não-formal e de participação cívica dos jovens e das suas estruturas.

Em distritos, como o de Coimbra, que reúnem associações criadas nos centros urbanos de elevada densidade populacional e de associações criadas em aldeias do interior onde o trabalho é necessariamente diferente, verificam-se assinaláveis diferenças nas metodologias e práticas que permitem o sucesso individual de cada estrutura. Estas estratégias permitem que as associações mobilizem os seus jovens, envolvam as suas comunidades e muitas das vezes fixem os jovens em zonas do interior do nosso país. De forma a garantir que, ao longo das gerações, estas diferentes estratégias não se percam, as federações distritais e nacionais promovem, cada vez mais, encontros de partilha, discussão e formação. Estes encontros, mais participados a cada ano que passa, estão a promover uma partilha ímpar no movimento associativo nacional, pois permitem que as boas práticas e a transferência de conhecimento não se percam e/ou não fiquem “presas” nas estruturas que as usaram com sucesso.

Importa referir que, para muitas destas associações, estes momentos são os únicos em que podem dar o seu testemunho, mostrar o que alcançaram, apontar o que perderam, assinalar as dificuldades associadas às suas especificidades.

A partilha de experiências entre associações tão heterogéneas potencia de forma quase “mágica” uma necessidade de todos os participantes repensarem os objetivos das suas associações, as formas de intervenção na comunidade, as estratégias de motivação e fixação dos jovens, incluindo, na maioria das vezes, ideias de outras congéneres.

Estes momentos forçam os jovens a sair da sua zona de conforto e tornam-nos mais despertos a aspetos que, isolados nas suas estruturas, não sentiriam necessidade de verificar ou corrigir.

Em momentos de feedback, no final dos encontro de associações juvenis, verifica-se que os jovens, reiteradamente, concluem que voltam para as suas associações mais motivados e convictos de que as suas experiências e o seu trabalho foram cruciais para todas as outras estruturas e que vão conseguir implementar ou reajustar muitos aspetos das suas associações. ganhando vantagem competitiva. A vantagem competitiva que descrevem permite-lhes, considerando testemunhos de anos consecutivos, ser mais eficazes e mais eficientes nas atividades que desenvolvem nas suas comunidades. Sentem igualmente que os seus grupos saem mais motivados, mais blindados, mais clarificados e mais focados destes encontros.

Reforçam que viajam para casa com vontade de fazer mais e melhor para também conseguirem voltar aos encontros distritais e nacionais com mais e novos conteúdos.

Da parte das federações, considera-se que as associações participantes se aproximam cada vez mais das políticas de juventude e da importância da participação cívica de todas as estruturas na evolução das mesmas.